Eleitores de Canaã que votam branco, nulo ou que estão indecisos, a gente precisa ter uma conversa

As confusas pesquisas divulgadas até aqui mostram um lugar comum: os indecisos representam quase 40% dos votos em Canaã dos Carajás. É direito constitucional não votar em ninguém, mas entre a barbárie e o progresso, não fazer nada é o mesmo que escolher o pior

A conta pode parecer difícil, confusa e até irresolúvel de tempos em tempos, mas só há dois caminhos a seguir em 2020: o progresso ou a barbárie. Sou contrário a qualquer dicotomia, mas é cada vez mais evidente que Canaã pode se encontrar em uma distopia, onde a milionária arrecadação vai parar nos bolsos de poderosos que pretendem governar a cidade de forma remota, com testas de ferro. Em tempos assim, onde o inimigo é maior do que as diferenças, se posicionar é fundamental.

Até aqui, diversas pesquisas foram divulgadas. As informações são confusas, intenções de votos demais para uns, rejeições de menos ou demais; no entanto, um número é comum em todas: a quantidade de indecisos, brancos ou nulos é de quase 40%. Assustador. Essa porcentagem do eleitorado que prefere se omitir por aversão à política pode e vai decidir esta eleição.

Não se posicionar é um direito constitucional, mas em tempos onde um dos lados é claramente perigoso, ganancioso e bárbaro, escolher um lado é questão de sobrevivência. Todos nós temos as nossas diferenças, todos nós temos os nossos interesses, mas compreendo que acima disso está o futuro de Canaã. O fato é que chegamos em um estágio onde não se pode retroceder. Nenhum passo atrás!

Antes de decidir por lado nenhum, é preciso fazer questionamentos simples: há alguém com mais sede de poder do que propostas para que Canaã continue no caminho de desenvolvimento? Há projetos políticos criados como égide para a ganância de forasteiros que mal sabem da história do município? Há alguém que depende do projeto político que tem para viver? Entre os candidatos, há alguém sendo investigado por suspeitas de corrupção?

Após fazer estes questionamentos, o eleitor deve se perguntar se é justo com o próprio futuro se isentar. Não é. Entre o que é certo e o que é fácil, não há dúvidas sobre o que se deve escolher.

Em meio às trevas, ficar em cima do muro é se decidir pelo pior.

 

 

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