Never say goodbye…

A Covid é real, segue matando gente e matou Rodrigo, que foi se embora leve, tocando Beatles ou Bon Jovi pra alguma outra dimensão que estamos longe de saber qual

Toda vez que um jornalista morre, milhares de histórias morrem junto. Fico imaginando o que Rodrigo Rodrigues ainda tinha pra dizer antes que as complicações advindas da Covid-19 o matassem. RR era uma referência pra mim. Lembro de Rodrigo ao vivo na ESPN apresentando o Bate Bola. Eu, que sempre fui um apaixonado por futebol, me divertia com as apresentações irreverentes de Rodrigo, que pouco entendia de futebol, mas que sabia muito de televisão, e me ensinou tanto. Gostaria de ter dito isso a ele. Não o conheci, infelizmente, e não poderei dizer.

Continuei acompanhando sua carreira, assisti a vários programas dele no Esporte Interativo e fiquei feliz quando o Sportv o contratou – sim, trabalhar na Globo é o sonho da maioria dos jornalistas. Hipocrisia dizer que não. Ele chegou lá e rapidamente conquistou o carinho e a notoriedade que merecia.

Músico de inegável talento, RR também era escritor e deixou uma obra linda para o mundo. O que me intriga, no entanto, são as coisas que ficaram por escrever, as pautas que ficaram para cumprir, os debates com o Lédio Carmona ou com o Alê Oliveira que não vão acontecer nunca mais.

Rodrigo Rodrigues morreu. Pra provar que a Covid-19 é real e ainda continua matando gente. Gente do bem.

Sei que ele foi se embora leve, tocando Beatles na guitarra ou mesmo Bom Jovi. Mas ele bem que podia ter fica mais, bem mais.

Never say goodbye.

 

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