Defendo livros de colorir para cientistas políticos de Canaã dos Carajás

Binários, monossilábicos, desocupados, ignorantes… Sem serem capazes de leituras mais densas e importantes, colorir gravuras me parece mais adequado para a esmagadora maioria dos cientistas políticos locais

Anos políticos trazem à tona o que há de pior neste sistema: os formadores de opinião que não entendem nada sobre política. Pessoas capazes de influenciar outras, mas sem a menor condição para tanto. Em Canaã dos Carajás, essa espécie é comum: autoritários, burros, donos da razão, desocupados, preguiçosos intelectuais – alguns até analfabetos funcionais.

Eles existem todos os anos, mas, especificamente em anos eleitorais, estes trogloditas vem à tona se proliferam sem qualquer pudor ou moral. Essa espécie se considera a quintessência da sociedade. Em sua maioria, homens que têm tempo para passar o dia inteiro gastando bateria do celular no grupo Debate Político.

Estes “cientistas políticos” têm opinião formada sobre qualquer assunto: economia, saúde,  educação, cloroquina, coronavírus… mesmo longe de suas posições de fala, essa turma opina – o que é compreensível, haja visto a patológica necessidade de atenção e  a incapacidade de ler.

Sim, os cientistas políticos não leem. Criticam o comunismo, mas nunca leram sequer o Manifesto. Também há os esquerdistas que sequer sabem o que foram as revoluções francesa e russa – vai entender! Há os favoráveis ao mercado livre que nem conhecem Adam Smith. Gente incapaz de leituras mais densas, incapaz de raciocínios mais complexos. É a turma do que é conveniente.

Incapazes de ler, incapazes de compreender sequer um diálogo de Tarantino, essa gente esnobe precisa de livros para colorir. Lá, as coisas já vêm desenhadas basta destilar as cores que mais agradam lhes agradam.

Nada contra ninguém emitir opinião sobre coisa alguma, só me incomoda essa gente burra achar que tem sempre razão.

Livros para colorir, lápis Faber Castell e tempo para os trogloditas pintarem Jardins Secretos.

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