O mundo já mudou para sempre

Enquanto um suposto Messias brinca de ser presidente no Brasil, é preciso admitir que o mundo nunca mais será o mesmo após a pandemia

 

No curso da história, uma constatação: pandemias são devastadoras. Não há como prevê-las ou se preparar para seus efeitos biológicos, econômicos e sociais. As medidas de saúde só são tomadas quando o mal já está espalhado e fazendo vítimas por todo o planeta. Foi assim com a peste negra, com a gripe espanhola.

A covid-19, no entanto, é a primeira a se instaurar no mundo globalizado como conhecemos. Esse é o fato que mais assusta. Nos males antigos, o distanciamento entre países, o tempo para locomoção e outros fatores dificultavam o alastramento das doenças. Agora não. Tudo está interligado.  Não há precedentes históricos para o coronavírus. O mundo mudou para sempre e é preciso aceitar este fato.

Na primeira pandemia do mundo globalizado, uma certeza: perdemos batalhas demais. São 275 mil mortes no mundo, quase 4 milhões de infectados; números que não recuam e assustam. O Brasil, com 10 mil mortos, desponta como o próximo epicentro da crise pandêmica. A cada morte, uma batalha perdida.

Enquanto isso, temos um suposto Messias brincando de gerir um país. Enquanto os mortos se acumulam, Bolsonaro convida os parças para um churrasco no Palácio da Alvorada. Entregaram uma motocicleta nas mãos de um moleque de 13 anos e ele está dando cavalos de pau e empinando o veículo do jeito que sempre quis fazer.

Ao contrário do que pensa Bolsonaro e seus bolsonaristas, o mundo nunca mais será o mesmo. Máscaras serão tendência, apertos de mão e abraços ficarão cada vez mais raros, aglomerações serão supervisionadas e as pessoas ficarão mais distantes com o tempo. Pandemias fazem as pessoas desconfiarem das outras, obviamente. Seguimos sem previsão de quando as coisas voltam ao normal.

Cloroquina não é cura. Futebol não vai ser pra agora.

A gente está mais triste.

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