Impressão minha ou de 2014 pra cá é só cagada que acontece no Brasil?

Lembre bem: 7 a 1, reeleição da Dilma, tragédia em Mariana, impeachment da Dilma, Temer no poder, eleição de Bolsonaro, Brumadinho, tiroteio em escola, coronavírus, lives do Gusttavo Lima… O brasileiro tá com o lombo doído ou aguenta mais um pouco?

Decidi escrever esta crônica/artigo em tempos de pandemia, isolamento social, máscaras nas ruas, álcool em gel e mitos sobre cloroquina no dia em que em minha cidade, Canaã dos Carajás, morreu o primeiro paciente vítima do novo coronavírus. Até então, não tínhamos casos confirmados da doença, o que foi um baque tremendo para todos, visto que até o momento todos estavam nas ruas como se nada estivesse acontecendo. Pois bem, o vírus é 100% eficiente aqui: quem pegou, morreu. E, como disse, no artigo da semana passada, teremos uma tragédia se hábitos não mudarem.

Fazendo uma breve análise dos últimos anos no Brasil, dá pra ver que muita cagada tá acontecendo. São tragédias sucedendo tragédias e a gente fica aí achando que os anos subsequentes serão melhores que os anteriores. Tem algo muito errado acontecendo, pois as coisas estão piores hoje do que eram em 2014, por exemplo.

Me ajude a lembrar… em 2014, 7 a 1 da Alemanha em pleno Mineirão e reeleição da Dilma num projeto esdrúxulo que o PT tinha de se perpetuar no poder, em 2015, tragédia em Mariana, a morte do Rio Doce e recessão econômica. Em 2016, atentado contra a democracia e impeachment de Dilma sem crime de responsabilidade. Em 2017, Temer no poder e menos R$ 100 milhões de arrecadação em Canaã, milhões com fome. Em 2018, eleição de Bolsonaro. Em 2019, Brumadinho e tiroteio em escola em Suzano – SP. Em 2020, coronavírus e lives insuportáveis de 7 horas do Gusttavo Lima.

Tem muita, muita coisa acontecendo em um país acostumado a se sair bem dos problemas. Estamos nadando nas nossas próprias lágrimas há bastante tempo e, sei lá, quanto tempo a gente aguenta essa nau à deriva que virou nosso tempo. O que nossa geração está construindo para a próxima? Ah, leitores deste pequeno e desprezível blog, onde vamos parar?

Seguimos em isolamento social, mais tristes, mais frios, menos sensíveis ao outro. Vi uma foto do meu avô outro dia indo colher atas em sua casa no Maranhão. Meu avô que tem quase 90 anos e que está muito bem de saúde, graças ao Deus que insisto em fingir que não existe. Vendo a foto do senhor Ovídio passeando pelo quintal, bem e feliz, compreendi que tudo vai ficar bem. O coronavírus vai passar, gente, assim como tudo.

Mas, na boa, não sei vocês, mas acho que o lombo do brasileiro tá doído com tanta tragédia acontecendo sem parar. Essa ainda nem acabou e já estamos com medo da próxima.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *