Será que vai chover, amor?

Olhando pro céu, pra essas nuvens… Será que chove? E se chover, a gente acorda? E se a gente acordar, a gente dorme ainda? E se a gente ficar de olhos abertos, falando do tempo? Posso me assustar com os relâmpagos e trovões? 

Será que vai chover, amor? Será que a chuva aplaca esse calor? Seria essa chuva subterfúgio pra gente nem ir trabalhar? Será que inunda a Weyne? Será que faz sentido chover hoje? Será que faz sentido torcer pra água cair e lavar as calçadas? Tem a chuva poder de lavar a alma da gente?

Será que chove mais tarde um pouquinho? Será que chove de manhã? E se chover, a gente acorda? E se a gente acordar, a gente dorme ainda? E se a gente ficar de olhos abertos, falando do tempo? E se a gente ignorar o tempo passando? E se a gente ficar silêncio, adormece tudo de novo?

Eu queria aproveitar mais tempo do teu lado, pode ser? E se a gente ignorar o barulho desesperado e insuportável dos despertadores? E se a gente só se entregar ao calor dos nossos corpos por baixo do lençol? Ah, amor, tudo isso é bom demais; surreal demais.

Será que vai chover, amor? Será que esse céu nublado se justifica? Será, meu amor? Será que o nosso amor se explica? Há palavras que expliquem tanto sentimento? Eu não sei, amor. Você sabe?

Só sei que não há tantas nuvens assim… Mas eu quero, e Deus sabe o quanto, que chova até o céu cair, e que a gente seja soterrado de amor enquanto dorme. No fim, tudo não passa de chuva e o que eu quero é que chova. A gente nem vai acordar tão cedo.

Será que chove, amor? Será que toca a nossa música?

 

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